
Por Rose Barbosa
Procedente das Reservas Extrativistas (Resex), no nordeste paraense, o caranguejo comercializado na programação da Semana do Pescado, promovida pelo governo estadual, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), tem a marca da sustentabilidade e é um dos produtos favoritos do público. O crustáceo veio a Belém, transportado em basquetas adequadas que contêm esponja umedecida, o que ajuda na redução da mortalidade dos bichos.
Cada unidade do caranguejo custa R$ 5. No ponto de venda instalado no Centur, em Belém, a oferta é de cinco unidades a R$ 20. A programação vai seguir até às 14h desta quinta-feira (2). O caranguejo comercializado no local é oriundo do município de Augusto Corrêa, no nordeste do Pará.

Foto: Divulgação
“Aqui, no Centur, nós ofertamos 1.500 caranguejos pré-selecionados e transportados de forma sustentável. Trata-se de um produto saudável e com qualidade como se estivesse acabado de sair do mangue”, garantiu o engenheiro de pesca, Ediano Sandes, da Diretoria de Pesca da Sedap.
Sandres observa que o transporte bem feito é fundamental para garantir a qualidade do caranguejo, disponibilizado na Semana do Pescado. “Além da taxa de mortalidade que é menor, a gente reduz o esforço de pesca no mangue para atender o mesmo número de consumdiores, uma vez que a mortalidade é reduzida significamente”.
A Sedap tem três equipes acompanhando o transporte do crustáceo até os pontos de comercialização da Semana do Pescado em São João da Ponta, em Curuçá e Augusto Corrêa.
Joyce Fernandes, apreciadora do crustáceo, visitou o ponto instalado no Centur. Ela gostou dos preços e da variedade do pescado, principalmente, do caranguejo, e levou 10 unidades para casa e disse que hoje mesmo já consumiria o produto.
"A Semana Santa, para mim, começa hoje mesmo e então já vamos consumir o pescado na quinta- feira", disse.

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Nilson Monteiro, extrativista, vendedor e vice presidente da Associação de Caranguejeiros da Comunidade de Arapuri, em Curuperê, no município de Curuçá, que comercializa o produto no ponto instalado na Aldeia Amazônica, destacou a parceria entre a Sedap e os extrativistas.
Monteiro afirma que o "produto consegue ser de base, com valor agregado, a venda eleva mais um pouco. Esse marisco sustenta milhares de famílias, principalmente, na comunidade de Beira Mar e do Curupertê, onde temos mais de 70 extrativistas de caranguejo", informou

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As ostras são do município de Curuçá, da localidade de Vila Lauro Sodré. Entre as que estão sendo comercializadas na Semana do Pescado, a ostra in natura nos tamanho baby, médio e a master, entre R$ 25 e R$ 40, a dúzia, chamam a atenção dos consumidores.
Uma das ostreicultoras presentes à Semana do Pescado é Milene Bentes do Nascimento. Ela participa da Associação Aquavila, que tem cinco mulheres entre os 10 associados. Todos os anos, a comunidade participa da tradicional programação da Semana do Pescado. Esta edição de 2026 disponibiliza mil ostras.
“A expectativa é que a venda seja boa. Ano passado eu vim com essa quantidade e a gente encerrou antes do meio dia. Acreditamos que este ano o público deverá ser melhor ainda”, avalia Milene Nascimento.
Serviço:
Quem quiser aproveitar a variedade de pescado pode visitar a feirinhas até às 14h desta quinta-feira (2).